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 Compartilhamento de carros, saiba mais sobre este serviço que chega para mudar a vida no trânsito das capitais

 
De acordo com dados do Denatran, nos últimos 10 anos a frota de veículos nas cidades brasileiras cresceu 119%, ou seja, mais de 35 milhões de novos carros chegaram às ruas. São Paulo e o Rio de Janeiro lideram o ranking, a capital paulista abriga mais de 6 milhões de carros, já o Rio conta com uma frota de pouco mais de 2 milhões.
 
Segundo Celso Alves Mariano, Diretor de Conteúdo do Tecnodata Educacional, um dos principais projetos de educação no trânsito do Brasil, diminuir o número de carros terá efeito positivo em muitos níveis, como para a preservação do meio ambiente, por exemplo. “Há vários bons motivos para esta opção: ambientais, de infraestrutura, economia e de segurança. Quanto mais pessoas utilizarem o transporte coletivo, menos poluição, menos stress, mais agilidade, mais conforto e menor preço.”
 
Sobre o compartilhamento de carros, o Engenheiro e Professor de Engenharia de Tráfego Urbano do Mackenzie João Cucci Neto acredita que as prefeituras deveriam investir mais nesta área. “Eu imagino que esse serviço poderia ser gratuito, pois as prefeituras têm interesse em reduzir o número de veículos em circulação. Porém, é necessária uma divulgação ampla para mostrar suas vantagens e destacar que essa seria uma opção a mais entre os modos de transporte disponíveis”, enfatiza.
 
Celso Alves Mariano garante que para uma melhora substancial seja sentida, é preciso modificar alguns padrões adotados pelas pessoas. “Há o agravante de precisarmos também, no caso brasileiro, de uma mudança de valores, pois “amamos” automóveis e até mesmo nos consideramos inferiores se não os tivermos. Portanto, para chegarmos lá, há que se tomar sérias e difíceis decisões, bolar estratégias inteligentes e eficazes, investir o que for necessário.”.
 
Procurada para falar sobre o tema a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por meio de sua assessoria afirmou que está trabalhando em soluções para melhorar o trânsito. Projetos como o Carona e o Faixa Solidária e a implantação de faixas reversíveis nos horários de pico, segundo a CET são medidas que contribuem para a avanço da situação.
 
Por ser um serviço recente, o compartilhamento de veículos ainda não pode ser considerado como a solução definitiva para os problemas causados pelo trânsito, porém ele desponta como uma boa alternativa para quem reside ou trabalha nos centros das cidades, precisa cumprir obrigações e não quer saber mais de ter carro próprio.
 
Fonte: Site Area H

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