Brasil: carro elétrico ou híbrido? Qual a melhor opção para o país?

Especial Dia do Motociclista:“Nunca viaje sozinho de motocicleta”
julho 27, 2012
Para segurança, cilindrada da moto precisa ser compatível com estatura do piloto
julho 30, 2012

 Essa discussão promete ser longa, mas a questão não pode simplesmente ser deixada de lado. A chegada de carros ecológicos no país já começou, embora como toda novidade tecnologia, pelo topo da cadeia.

 
Mesmo assim, todas as opções são híbridas e nenhuma é ligada diretamente à tomada. Recentemente a Toyota anunciou que trará o Prius em 2012 com ou sem incentivo, sendo que existe uma possibilidade da Renault-Nissan e da Mitsubishi entregar aqui opções 100% elétricas.
 
Acontece que existe um debate forte sobre incentivos, industrialização, avanço tecnológico e demanda energética para atender ao crescimento da frota de elétricos no país.
 
No caso dos híbridos, diretamente ligados às baterias não recarregáveis externamente, eles acabam emitindo CO2 da mesma forma que os demais automóveis, mas em menor quantidade.
 
No entanto, eles não interferem de modo direto no sistema elétrico do país. Já o híbrido plug-in pode ter essa influência indiretamente e o elétrico totalmente.
 
No último caso, a emissão de CO2 e outros poluentes não existem, mas o consumo de energia obrigaria uma reestruturação do sistema elétrico nacional.
 
Mesmo assim, o elétrico deixa de depender da safra da cana ou alta do petróleo. Só mesmo uma estiagem na época das chuvas para racionar energia elétrica. No Nordeste, pelo menos existem locais onde a energia solar poderia ser utiliza abastecer carros elétricos. 
 
A consultoria Andrade & Canellas fez um estudo que apurou a necessidade de se construir pelo menos mais cinco usinas hidrelétricas para atender uma frota de veículos elétricos do tamanho da atual. Seriam pelo menos duas iguais a Itaipu e pelo menos três como a de Belo Monte.
 
No entanto, ter uma frota nacional 100% é praticamente ficção científica. Primeiro porque a demanda global por carros elétricos cresce muito lentamente e nem todos os consumidores estariam dispostos a abrir mão de seus carros flex ou diesel. Enfim, mas o comParativo é válido para termos uma ideia do impacto energético.
 
Ainda vai demorar muitos anos ou décadas para que pelo menos 10% da frota atual tenha participação de carros elétricos. Falta política e incentivos para o setor e não será de um ano para outro que teremos isso concretizado e efetivado no país. Quem sabe algum dia.
 
Mas em termos técnicos, muitos consumidores ainda podem questionar como manter um carro elétrico sem pontos de recarga, especialmente em prédios. No caso de híbrido, essa falha não existe. No entanto, ele ainda precisará visitar o posto de combustível para manter-se rodando, embora com menos freqüência.
 
Enfim, qual seria a melhor opção para o Brasil neste momento. Elétrico ou híbrido? Será uma opção viável também para o consumidor?
 
[Fonte: Valor Econômico]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *